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	<title>Christian Lavich Goldschmidt</title>
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		<title>Christian Lavich Goldschmidt</title>
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		<title>A luta pela vida e os planos de saúde</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Oct 2011 18:33:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Lavich Goldschmidt</dc:creator>
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		<description><![CDATA[TEMA PARA DEBATE Natural de Sapiranga, 70 anos, Armindo Dorscheid é exemplo de persistência. Conhecemo-nos durante minha internação no Hospital São Lucas da PUC, quando iniciei a luta contra um linfoma. Enquanto dividimos o quarto, nunca reclamou do seu problema, um tumor no intestino. Helga Kirchmaier, 65 anos, sua companheira há 17, visitava-o todos os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=christianlgoldschmidt.wordpress.com&amp;blog=2286110&amp;post=582&amp;subd=christianlgoldschmidt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TEMA PARA DEBATE</p>
<p>Natural de Sapiranga, 70 anos, Armindo Dorscheid é exemplo de persistência. Conhecemo-nos durante minha internação no Hospital São Lucas da PUC, quando iniciei a luta contra um linfoma. Enquanto dividimos o quarto, nunca reclamou do seu problema, um tumor no intestino. Helga Kirchmaier, 65 anos, sua companheira há 17, visitava-o todos os dias. Cansados que estávamos da comida do hospital, não negávamos um pedaço de bolo, uma fatia de cuca, ou até mesmo uma torrada com queijo colonial que Helga nos preparava com tanto amor. No dia 30 de agosto, Armindo passou por uma cirurgia delicada, conduzida pelo Dr. Marcelo Toneto, para a retirada do tumor. O procedimento foi um sucesso e ele se recupera bem em casa. As consultas de rotina e os exames feitos até agora não têm indicado tratamento quimioterápico. Recentemente, quando eu estava hospitalizado para um novo ciclo de quimioterapia, fizeram-me uma visita surpresa. Aguardam a minha recuperação para visitá-los em Sapiranga.</p>
<p>Além do apoio incondicional de familiares e amigos, encontro nas pessoas em situação semelhante à minha _ dentro e fora do hospital _ inspiração, solidariedade e exemplo de coragem para enfrentar o problema com muita determinação, paciência e, sobretudo, esperança. Já que não há como fugir dos desafios que a vida nos impõe, preferi encarar mais este com força e perseverança, fazendo a minha parte para me recuperar o mais breve possível. Se realmente é isso que me está reservado, só saberei mais adiante.</p>
<p>No momento, o que trago comigo, é a certeza de que estou bem assistido pela equipe do Dr. Mário Sérgio Fernandes _ e isso vale ouro!, já me disse alguém em uma das mensagens de apoio que recebi. Contar com uma boa equipe médica é fundamental. Infelizmente, ter um bom plano de saúde não é mais sinônimo de tranquilidade. Meu plano deve cobrir todos os procedimentos e medicamentos que necessito para o tratamento.</p>
<p>É preciso, no entanto, fazer algumas observações: os planos nos tratam de forma diferente quando passamos da condição de clientes para a de pacientes. Não é possível que os planos de saúde tenham 72 horas (dias úteis) para analisar e aprovar procedimentos ou medicamentos quando estes são solicitados pelos médicos. Dependendo do resultado dos exames, o paciente necessita do uso imediato de determinada medicação, não podendo aguardar pela liberação do plano de saúde, quer seja por 72 horas, ou mais. Em situações em que a vida encontra-se em risco, e a necessidade de ação ou intervenção é imediata, o paciente é &#8220;obrigado&#8221; a assinar um termo em que se compromete com o pagamento das despesas caso haja a negativa do plano após a administração da medicação ou da realização de procedimentos. Os planos alegam que não podem autorizar de forma retroativa procedimentos realizados ou medicamentos já administrados. Os pacientes, por motivos óbvios, também não podem esperar tanto tempo pela análise dos pedidos, colocando em risco sua própria vida.</p>
<p>Um amigo passou por duas cirurgias grandes ao longo de 2007 e 2008 para retirar partes dos pulmões. Em 2009, teve que fazer uma cirurgia nas cordas vocais e seu plano não autorizou o procedimento, pelo qual teve que pagar. Posteriormente, procurou um bom advogado e ganhou o processo em todas as instâncias. No momento em que estamos sensíveis, debilitados com a doença, é por demais injusto e, até mesmo cruel, que sejamos sobrecarregados com a preocupação criada pela burocracia, ou até mesmo pela má fé dos planos de saúde que, como me disse uma médica, demoram em dar a resposta, na expectativa da morte do paciente.</p>
<p>Você concorda que os planos de saúde exageram na burocracia quando os clientes estão enfermos? Acesse e dê sua opinião: <a href="http://www.zerohora.com">www.zerohora.com</a></p>
<div>
<div><strong>Artigo publicado na página 13 do Jornal Zero Hora, de Porto Alegre, edição do dia 23 de outubro de 2011.</strong></div>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/christianlgoldschmidt.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/christianlgoldschmidt.wordpress.com/582/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/christianlgoldschmidt.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/christianlgoldschmidt.wordpress.com/582/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/christianlgoldschmidt.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/christianlgoldschmidt.wordpress.com/582/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/christianlgoldschmidt.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/christianlgoldschmidt.wordpress.com/582/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/christianlgoldschmidt.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/christianlgoldschmidt.wordpress.com/582/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/christianlgoldschmidt.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/christianlgoldschmidt.wordpress.com/582/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/christianlgoldschmidt.wordpress.com/582/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/christianlgoldschmidt.wordpress.com/582/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=christianlgoldschmidt.wordpress.com&amp;blog=2286110&amp;post=582&amp;subd=christianlgoldschmidt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A luta pela vida e os planos de saúde</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 18:28:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Lavich Goldschmidt</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde minha primeira internação no Hospital São Lucas da PUC, quando iniciei a luta contra um linfoma, encontro pessoas em situação semelhante, dentro e fora do hospital, que me inspiram a ter coragem para enfrentar o problema de cabeça erguida. Natural de Sapiranga, e com 70 anos de idade, Armindo Dorscheid é um exemplo de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=christianlgoldschmidt.wordpress.com&amp;blog=2286110&amp;post=579&amp;subd=christianlgoldschmidt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Desde minha primeira internação no Hospital São Lucas da PUC, quando iniciei a luta contra um linfoma, encontro pessoas em situação semelhante, dentro e fora do hospital, que me inspiram a ter coragem para enfrentar o problema de cabeça erguida. Natural de Sapiranga, e com 70 anos de idade, Armindo Dorscheid é um exemplo de persistência. Enquanto dividimos o quarto, nunca reclamou do seu problema, um tumor no intestino. Para nosso conforto, Helga Kirchmaier, 65 anos e sua companheira há 17, visitava-o todos os dias. Na internação, cansados que estávamos da comida do hospital, não negávamos um pedaço de bolo, uma fatia de cuca, ou até mesmo uma torrada com queijo colonial que Helga nos preparava com tanto amor. Conduzida pelo Dr. Marcelo Toneto, no dia 30 de agosto Armindo passou por uma cirurgia delicada para a retirada do tumor. O procedimento foi um sucesso e ele se recupera bem, em casa. As consultas de rotina e os exames feitos até agora não têm lhe indicado o tratamento quimioterápico. Recentemente, hospitalizado para um novo ciclo de quimioterapia, fizeram-me uma visita surpresa. Aguardam a minha recuperação para visita-los em Sapiranga.</div>
<div> </div>
<div>Infelizmente, ter um bom plano de saúde não é mais sinônimo de tranquilidade. Conforme o contrato, meu plano deve cobrir todos os procedimentos e medicamentos que necessito para o tratamento. É preciso, no entanto, fazer algumas observações: os planos nos tratam de forma diferente quando passamos da condição de clientes para a de pacientes. Não é possível que os planos de saúde tenham 72 horas (dias úteis) para analisar e aprovar procedimentos ou medicamentos quando estes são solicitados pelos médicos ou pela administração do hospital. Dependendo do resultado dos exames, o paciente necessita do uso imediato de determinada medicação, não podendo aguardar pela liberação do plano de saúde, quer seja por 72 horas, ou mais. Em situações em que a vida do paciente encontra-se em risco, e a necessidade de ação ou intervenção é imediata, o paciente é “obrigado” a assinar um termo em que se compromete com o pagamento das despesas caso haja a negativa do plano após a administração da medicação ou da realização de procedimentos. Os planos alegam que não podem autorizar de forma retroativa procedimentos realizados ou medicamentos já administrados. Os pacientes, por motivos óbvios, também não podem esperar tanto tempo pela análise dos pedidos, colocando em risco sua própria vida. No momento em que estamos sensíveis, debilitados com a doença, não é justo que nos preocupemos com a burocracia ou até mesmo com a má fé dos planos de saúde que, como me disse uma médica, demoram em dar a resposta, na expectativa da morte do paciente.</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/christianlgoldschmidt.wordpress.com/579/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/christianlgoldschmidt.wordpress.com/579/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/christianlgoldschmidt.wordpress.com/579/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/christianlgoldschmidt.wordpress.com/579/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/christianlgoldschmidt.wordpress.com/579/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/christianlgoldschmidt.wordpress.com/579/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/christianlgoldschmidt.wordpress.com/579/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/christianlgoldschmidt.wordpress.com/579/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/christianlgoldschmidt.wordpress.com/579/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/christianlgoldschmidt.wordpress.com/579/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/christianlgoldschmidt.wordpress.com/579/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/christianlgoldschmidt.wordpress.com/579/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/christianlgoldschmidt.wordpress.com/579/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/christianlgoldschmidt.wordpress.com/579/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=christianlgoldschmidt.wordpress.com&amp;blog=2286110&amp;post=579&amp;subd=christianlgoldschmidt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Jhonathan Pedroni</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Oct 2011 17:44:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Lavich Goldschmidt</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Jhonathan Pedroni nasceu em Vitória – ES, no dia 19 de setembro de 1985. Conhecemo-nos durante minha primeira internação no Hospital São Lucas da PUC, quando iniciei o tratamento contra um linfoma. Sua mãe, Dona Ereni Signori Pedroni, e seu tio e padrinho, Leonir Signori, um jovem comerciário de 60 anos já aposentado, estavam sempre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=christianlgoldschmidt.wordpress.com&amp;blog=2286110&amp;post=576&amp;subd=christianlgoldschmidt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jhonathan Pedroni nasceu em Vitória – ES, no dia 19 de setembro de 1985. Conhecemo-nos durante minha primeira internação no Hospital São Lucas da PUC, quando iniciei o tratamento contra um linfoma. Sua mãe, Dona Ereni Signori Pedroni, e seu tio e padrinho, Leonir Signori, um jovem comerciário de 60 anos já aposentado, estavam sempre com ele.</p>
<p>Em 1980, a gaúcha Ereni decidiu trabalhar como babá em Vitória. Lá conheceu José Bento Pedroni, Capixaba de Nova Venécia. Dois anos depois se casaram em Sarandi, na Paróquia N. S. de Lourdes. Após cinco anos na capital Capixaba, e com dois filhos &#8211; além de Jhonathan, o casal já tinha Charles &#8211; migraram para Presidente Médici &#8211; RO, onde viveram por seis anos. Com as crianças em idade escolar e os problemas de tráfico na região, pela segurança dos filhos, decidiram vir para Barra Funda, pequena cidade próxima a Sarandi, interior do RS. Ela passou a ser dona de casa. José Bento dedicou-se à agricultura e a criação de gado leiteiro.</p>
<p>Em dezembro de 2006, Jhonathan teve o primeiro diagnóstico de um tumor misto de células germinativas no testículo esquerdo, constituídas por teratoma (60%), carcinoma embrionário (30%) e seminoma (10%). Cursando o segundo ano de Educação Física, na Ulbra de Canoas, descobriu o problema, iniciando o tratamento quimioterápico no Hospital São Vicente de Paula, em Passo Fundo. Em setembro de 2007, veio para o São Lucas aprofundar as investigações: era um teratoma maduro. Eliminaram o linfoma e o carcinoma com quimioterapia. Em dezembro, sob o comando do Dr. Gustavo Franco Carvalhal, passou por uma cirurgia para retirada do teratoma, que estava comprimindo a aorta, quando foi necessária a substituição desta por uma veia artificial. Passou a se tratar com interferon três vezes por semana, por aproximadamente 18 meses. No total, foram três cirurgias diferentes. A última, uma cirurgia torácica realizada em 2009, conduzida pelo Dr. Ricardo Medeiros Pianta e pelo Dr. Marco Antônio Goldani.</p>
<p>No segundo semestre de 2009, retornou à universidade. Apesar dos períodos interrompidos pelo tratamento, se formou em janeiro de 2011. Teve uma grande festa. No final de agosto de 2011, quando dividimos o mesmo quarto, enquanto a mãe e o tio tomavam conta dele, seu irmão Charles ajudava o pai na propriedade de sete hectares, cuidando do rebanho de 25 cabeças de gado leiteiro. Nesse período, quando vinham visitá-lo, o pai sempre se emocionava. Ele mostrava-se forte. Alguns dias após minha primeira alta, “tio Leonir” telefonou comunicando-me de seu falecimento. Jhonathan nos deixou após quase cinco anos de luta, prestes a completar 26 anos. Ficou minha admiração e meu respeito por ele e pela sua família, lembrando-me de sua garra e de nunca tê-los visto reclamar.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/christianlgoldschmidt.wordpress.com/576/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/christianlgoldschmidt.wordpress.com/576/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/christianlgoldschmidt.wordpress.com/576/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/christianlgoldschmidt.wordpress.com/576/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/christianlgoldschmidt.wordpress.com/576/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/christianlgoldschmidt.wordpress.com/576/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/christianlgoldschmidt.wordpress.com/576/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/christianlgoldschmidt.wordpress.com/576/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/christianlgoldschmidt.wordpress.com/576/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/christianlgoldschmidt.wordpress.com/576/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/christianlgoldschmidt.wordpress.com/576/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/christianlgoldschmidt.wordpress.com/576/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/christianlgoldschmidt.wordpress.com/576/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/christianlgoldschmidt.wordpress.com/576/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=christianlgoldschmidt.wordpress.com&amp;blog=2286110&amp;post=576&amp;subd=christianlgoldschmidt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O atendimento no HPS de Porto Alegre</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 15:49:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Lavich Goldschmidt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda em agosto, sentindo fortes dores abdominais que vinham tirando o meu sossego há cerca de um mês, procurei pela emergência do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, onde fui examinado pelo Dr. Carlos Alberto Felizola, que ao constatar uma protuberância na parte direita inferior do meu abdômen, de imediato providenciou minha baixa e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=christianlgoldschmidt.wordpress.com&amp;blog=2286110&amp;post=573&amp;subd=christianlgoldschmidt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda em agosto, sentindo fortes dores abdominais que vinham tirando o meu sossego há cerca de um mês, procurei pela emergência do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, onde fui examinado pelo Dr. Carlos Alberto Felizola, que ao constatar uma protuberância na parte direita inferior do meu abdômen, de imediato providenciou minha baixa e a realização de alguns exames. Iniciado o processo investigativo, passei a ser atendido pelos médicos Marcos Mottin e Marcos Schwenck, que solicitaram exames complementares, desconfiando que eu estivesse com um apêndice bloqueado. Após a realização de raio x, ecografia e exames de sangue, foi descartado o apêndice, indicando um problema possivelmente mais complicado. Restava, para esclarecimento das dúvidas e chegar a um diagnóstico preciso, realizar uma tomografia computadorizada com contraste. Como o aparelho do HPS estava quebrado há mais de 10 dias, todos os pacientes que precisassem deste exame deveriam entrar em uma fila de espera para realizá-lo no Hospital Cristo Redentor, que encaixava os pacientes provenientes do HPS de acordo com a urgência de cada caso.</p>
<p>Dois dias depois fui levado até lá de ambulância para fazer a tomografia, retornando em seguida ao HPS. O exame apontou tumoração abdominal, ou seja, eu estava com um tumor, e isso poderia significar muitas coisas. A partir daquele momento, já instalado na enfermaria oito do quarto andar, que contava naquele período com 24 leitos, fui submetido a uma dieta líquida e mantido a base de soro durante todo o tempo. Cinco dias depois da baixa, submeteram-me a uma colonoscopia com retirada de material para biópsia, buscando novas respostas que confirmassem a necessidade de uma cirurgia ou indicassem o tratamento que eu deveria seguir. O resultado final da biópsia apontou para um linfoma B de alto grau, ou linfoma não-hodgkin, descartando a cirurgia e indicando o tratamento quimioterápico.</p>
<p>Do período em que fiquei no HPS, só tenho a agradecer pelo atendimento que tive dos excelentes profissionais, tanto da equipe médica quanto das enfermeiras e técnicas em enfermagem, que para o bem do paciente, só não fazem o que não podem. Quero registrar meu agradecimento e dar meus parabéns às enfermeiras Valéria Pontes e Cinara Mauri Santos, e às técnicas em enfermagem Carolina Morandi de Mello e Maclóvia Santos. As únicas falhas que constatei dizem respeito à falta de estrutura, mas sobre estas, estamos habituados a ler na imprensa.</p>
<p>Por essas coincidências da vida, minha melhor amiga, praticamente irmã, que conheci quando morei na Polônia, Dra. Jalise Wolski de Oliveira, médica hematologista, providenciou minha transferência para o Hospital São Lucas da PUC, onde agora estou me tratando com a equipe do Dr. Mario Sérgio Fernandes.</p>
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		<title>Mensagem de um amigo&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Oct 2011 15:41:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Lavich Goldschmidt</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="yui_3_2_0_14_131799365254251">
<div id="yiv1305362469yui_3_2_0_26_131774406406137"><a href="http://christianlgoldschmidt.files.wordpress.com/2011/10/jacob-pc3a9try.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-570" title="jacob pétry" src="http://christianlgoldschmidt.files.wordpress.com/2011/10/jacob-pc3a9try.jpg?w=300&#038;h=280" alt="" width="300" height="280" /></a></div>
<div>No último dia 02 de outubro, meu amigo <strong>Jacob Pétry </strong>escreveu-me uma linda e emocionante mensagem. Ele, que há alguns anos mora nos Estados Unidos, é autor dos livros <em>O céu é de pedra</em>, <em>Ilusões Rebeldes</em>, <em>As Gêmeas</em>, <em>O enigma da mudança</em>, (este em co-autoria com o sociólogo Valdir Bündchen), <em>O óbvio que ignoramos</em> e <em>Ninguém enriquece por acaso</em>. Pétry fez sua graduação em filosofia, com enfoque em Karl Popper. Também aprofundou estudos em Sócrates, Platão, Rousseau, Descartes, Nietzsche e no ensaísta francês Michel de Montaigne. Já residiu na Holanda e Espanha e atualmente vive em Nova Jersey, EUA, onde, ao longo dos últimos anos, dedicou-se ao estudo da psicologia da cognição humana, relacionando-a ao comportamento das pessoas que alcançam resultados extraordinários na vida. <em>O óbvio que ignoramos</em>, seu livro mais recente, é a primeira obra onde revela suas descobertas nesse campo.</div>
<div> </div>
<div id="yiv1305362469id_4e8b43ad9c2e02399804801">&#8220;Querido Chris, então estás nos passando mais uma lição de vida? Incrível como tem pessoas que vem ao mundo para nos inspirar! Talvez você nunca entenda, de verdade, o quanto você influenciou, mesmo desse jeito nosso, sempre distante e sempre perto, minha maneira de encarar a vida. Ainda lembro o dia que te preparastes para ir a Polônia, a manhã breve na única vez em que te vi, depois as cartas com os selos da distante Polônia com os textos para o jornal. Depois, os reencontros, sempre distantes, sempre presentes. Eu, sempre nos teus rastros, buscando luz na tua coragem. És uma grande personalidade, uma figura marcante em minha vida, um exemplo que eu segui todas as vezes que alcancei algo de bom, e agora, gostaria de te dizer: força. Mas para quê, se mesmo nesse momento ém que a vida exige tudo de ti, te vejo ainda mais gigante, ainda mais sólido, ainda mais firme. Querido Chris, incrível com tem pessoas que vem ao mundo para nos inspirar! <span style="color:#808080;">— em </span><a href="http://www.facebook.com/pages/Manhattan-New-York/110334498996314" rel="nofollow" target="_blank"><span style="color:#3b5998;">Manhattan</span></a><span style="color:#808080;">.&#8221;<var></var></span></div>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/christianlgoldschmidt.wordpress.com/567/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/christianlgoldschmidt.wordpress.com/567/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/christianlgoldschmidt.wordpress.com/567/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/christianlgoldschmidt.wordpress.com/567/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/christianlgoldschmidt.wordpress.com/567/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/christianlgoldschmidt.wordpress.com/567/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/christianlgoldschmidt.wordpress.com/567/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/christianlgoldschmidt.wordpress.com/567/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/christianlgoldschmidt.wordpress.com/567/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/christianlgoldschmidt.wordpress.com/567/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/christianlgoldschmidt.wordpress.com/567/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/christianlgoldschmidt.wordpress.com/567/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/christianlgoldschmidt.wordpress.com/567/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/christianlgoldschmidt.wordpress.com/567/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=christianlgoldschmidt.wordpress.com&amp;blog=2286110&amp;post=567&amp;subd=christianlgoldschmidt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Poemas de Wislawa Szymborska</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 13:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Lavich Goldschmidt</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aos 88 anos, Wislawa Szymborska vive desde menina em Cracóvia, cidade situada às margens do Vístula, no sul da Polônia. O fato de ter permanecido a vida inteira no mesmo lugar diz muito sobre essa poeta conhecida por sua reserva e extrema timidez. Contudo, embora os fatos de sua vida tenham permanecido privados, quase secretos, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=christianlgoldschmidt.wordpress.com&amp;blog=2286110&amp;post=560&amp;subd=christianlgoldschmidt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://christianlgoldschmidt.files.wordpress.com/2011/10/poemas-szymborska.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-561" title="poemas szymborska" src="http://christianlgoldschmidt.files.wordpress.com/2011/10/poemas-szymborska.jpg?w=200&#038;h=300" alt="" width="200" height="300" /></a></p>
<p>Aos 88 anos, Wislawa Szymborska vive desde menina em Cracóvia, cidade situada às margens do Vístula, no sul da Polônia. O fato de ter permanecido a vida inteira no mesmo lugar diz muito sobre essa poeta conhecida por sua reserva e extrema timidez. Contudo, embora os fatos de sua vida tenham permanecido privados, quase secretos, seus poemas viajam pelo mundo. Não são tantos: sua obra inteira consiste em cerca de 250 poemas cuja função, como declarou a poeta no discurso de Oslo, é perguntar, buscar o sentido das coisas.<br />
Com sua poesia indagadora, Szymborska foi chamada “poeta filosófica”, ou “poeta da consciência do ser”. No Brasil, teve poemas esparsos publicados em jornais e revistas ao longo dos anos, mas esta edição da Companhia das Letras, com seleção, introdução e tradução de Regina Przybycien, é a primeira oportunidade que tem o leitor brasileiro de lê-la em português. A coletânea de 44 poemas é uma belíssima apresentação à obra dessa importante poeta contemporânea.</p>
<div>DISCURSO AO RECEBER O PRÊMIO NOBEL de LITERATURA EM 1996:</div>
<div>EL POETA Y EL MUNDO, Wislawa Szymborska</div>
<div>Se dice que en un discurso lo más difícil es siempre la primera frase&#8230; Pues ya la dije&#8230; Pero presiento que las que siguen van a ser igualmente difíciles, la tercera, la sexta, la décima, hasta la última, ya que debo hablar sobre poesía. Muy raras veces me he expresado acerca de este tema, casi nunca, y siempre con la convicción de que no lo hago muy bien. Por eso mi discurso no va a ser demasiado largo. Toda imperfección resulta más fácil de aguantar si se sirve en pequeñas dosis.</div>
<p>El poeta contemporáneo es escéptico y desconfía incluso -o más bien principalmente- de sí mismo. Con desgano confiesa públicamente que es poeta -como si se tratara de algo vergonzoso. En estos tiempos bulliciosos es más fácil que admitamos los vicios propios, con tal de causar efectos fuertes; mucho más difícil es reconocer las virtudes, ya que están escondidas más profundamente, y hasta uno mismo no cree tanto en ellas. En las encuestas o en los encuentros con amigos ocasionales, cuando el poeta se ve forzado a definir su profesión, acude al término genérico &#8220;escritor&#8221; o al de alguna otra profesión que adicionalmente ejerza. El empleado público o los eventuales compañeros de viaje reciben con cierta perplejidad e inquietud la noticia de que están tratando con un poeta. Sospecho que los filósofos también producen semejante inquietud. No obstante, ellos se encuentran en mejor situación, ya que generalmente pueden adornar su profesión con algún grado académico. Profesor de Filosofía -ya suena mucho más serio.</p>
<p>No existen profesores de poesía, lo que haría suponer que esta actividad requiere de estudios especializados, exámenes presentados en fechas precisas, disertaciones teóricas rematadas con bibliografía y notas y, finalmente, los diplomas recibidos con solemnidad. Todo esto, a su vez, significaría que para graduarse de poeta no bastarían las hojas de papel, aun cuando estuvieran llenas de excelentes versos, sino que se necesitaría, sobre todo, un papel con sello y firma. Recordemos que justamente ésta fue la razón por la que condenaron al destierro a Josef Brodsky, orgullo de la poesía rusa, quien más tarde fue galardonado con el Premio Nobel. A Brodsky se le clasificó como &#8220;parásito&#8221;, por no contar con un certificado oficial que le permitiera ser poeta&#8230; Hace un par de años tuve el honor y la alegría de conocerlo en persona. Me di cuenta de que solamente a él, entre todos los poetas que he conocido, le gustaba llamarse a sí mismo &#8220;poeta&#8221;; pronunciaba esta palabra sin conflictos internos y hasta con cierta desafiante desenvoltura. Pienso que se debía al recuerdo de las violentas humillaciones que sufrió en su juventud.</p>
<p>En países más dichosos, donde la dignidad humana no es transgredida tan fácilmente, los poetas, obviamente, quieren ser publicados, leídos y entendidos, pero ya no hacen nada o casi nada en su vida cotidiana para destacar entre la gente. Sin embargo, hace poco, en las primeras décadas de nuestro siglo, a los poetas les gustaba escandalizar con su ropa extravagante y con un comportamiento excéntrico. Aquellos no eran más que espectáculos para el público, ya que siempre tenía que llegar el momento en que el poeta cerraba la puerta, se quitaba toda esa parafernalia: capas y oropeles, y se detenía en el silencio, en espera de sí mismo frente a una hoja de papel en blanco, que en el fondo es lo único que importa.</p>
<p>Hay algo que resulta muy característico. Continuamente se filman películas biográficas sobre grandes científicos y artistas. La tarea de los directores más ambiciosos es mostrar en forma verosímil el proceso creativo que condujo a importantes descubrimientos científicos o a la creación de grandes obras de arte. Se puede, con aceptables resultados, mostrar el trabajo de algunos científicos: laboratorios, instrumentos diversos y aparatos puestos en marcha logran por unos momentos mantener la atención de los espectadores. Además, resultan muy dramáticas las escenas de suspenso, cuando un experimento repetido miles de veces logró dar finalmente, merced a una mínima modificación, con el resultado tan esperado. Espectaculares pueden ser las películas sobre pintores, ya que es posible reconstruir todas las fases de creación de un cuadro -desde la primera raya hasta la última pincelada. Las películas sobre los compositores se llenan con su música: desde los primeros compases, que el creador escucha en su interior, hasta la obra madura ya terminada y repartida entre varios instrumentos. Todo sigue siendo muy ingenuo y no dice nada sobre el extraño estado de ánimo que se conoce comúnmente como inspiración, pero por lo menos hay algo para ver y oír.</p>
<p>El peor de los casos es el de los poetas. Su trabajo resulta irremediablemente poco fotogénico. Uno permanece sentado a la mesa o acostado en un sofá, con la vista inmóvil, fija en un punto de la pared o en el techo; de vez en cuando escribe siete versos, de los cuales, después que transcurre un cuarto de hora, va a quitar uno y de nuevo pasa una hora en la que no ocurrirá nada, ¿Qué clase de espectador podría soportar una cosa semejante?</p>
<p>He mencionado la inspiración. A la pregunta de qué cosa es, suponiendo que algo sea, los poetas contemporáneos responden de modo evasivo. Y no porque nunca hayan sentido los beneficios de este impulso interior, más bien se debe a otra causa: no es fácil explicar a los demás algo que ni siquiera se comprende bien.</p>
<p>Yo misma he evadido el asunto cuando me lo han preguntado. Y contesto lo siguiente: la inspiración no es privilegio exclusivo de los poetas ni de los artistas en general. Hay, hubo, habrá siempre un número de personas en quienes de vez en cuando se despierta la inspiración. A este grupo pertenecen los que escogen su trabajo y lo cumplen con amor e imaginación. Hay médicos así, hay maestros, hay también jardineros y centenares de oficios más. Su trabajo puede ser una aventura sin fin, a condición de que sepan encontrar en él nuevos desafíos cada vez. Sin importar los esfuerzos y fracasos, su inquietud no desfallece. De cada problema resuelto surge un enjambre de nuevas preguntas. La inspiración, cualquier cosa que sea, nace de un perpetuo &#8220;no lo sé&#8221;.</p>
<div> </div>
<div>La gente así es bastante escasa. La mayoría de los habitantes de esta tierra trabaja porque necesita conseguir los medios de subsistencia, trabaja porque no le queda de otra. No fueron ellos quienes por pasión escogieron su trabajo, son las&#8230; circunstancias de la vida las que escogen por ellos. El trabajo mal querido, el trabajo que aburre, es respetado únicamente porque no resulta accesible para todos, y está situación constituye una de las más penosas desgracias humanas. No se vislumbra que los siglos venideros traigan un cambio feliz al respecto.Así pues, tengo derecho a decir que aunque le estoy escamoteando a los poetas el monopolio de la inspiración, de cualquier manera los coloco en un grupo reducido de elegidos por la suerte.En este punto pueden surgir ciertas dudas en los oyentes, si consideran que a los diversos verdugos, dictadores, fanáticos, demagogos que luchan por el poder con ayuda de un par de consignas gritadas en tono muy alto, también les gusta su trabajo y también lo llevan a cabo celosamente. Cierto, pero ellos sí &#8220;saben&#8221;. Saben, y lo que saben una sola vez les basta para siempre. Ya no tienen curiosidad por saber más, puesto que podría debilitarse su fuerza de argumentación. De modo que cualquier tipo de saber del que no surgen preguntas muy pronto fenece, pierde la temperatura propicia para la vida. En casos extremos, como es bien conocido en la historia antigua y contemporánea, puede resultar mortalmente amenazador para las sociedades.</p>
<p>Por lo anterior, estimo altamente estas dos pequeñas palabras: &#8220;no sé&#8221;. Pequeñas, pero dotadas de alas para el vuelo. Nos agrandan la vida hasta una dimensión que no cabe en nosotros mismos y hasta el tamaño en el que está suspendida nuestra Tierra diminuta. Si Isaac Newton no se hubiera dicho &#8220;no sé&#8221;, las manzanas en su jardín podrían seguir cayendo como granizo, y él, en el mejor de los casos, solamente se inclinaría para recogerlas y comérselas. Si mi compatriota María Sklodowska-Curie no se hubiera dicho &#8220;no sé&#8221;, probablemente se habría quedado como maestra de química en un colegio para señoritas de buena familia y en este trabajo, por otra parte muy decente, se le hubiera ido la vida. Pero siguió repitiéndose &#8220;no sé&#8221; y justo estas palabras la trajeron dos veces a Estocolmo, donde se otorgan los premios Nobel a personas de espíritu inquieto y en búsqueda constante.</p>
<p>También el poeta, si es un verdadero poeta, tiene que repetirse perpetuamente &#8220;no sé&#8221;. Con cada verso intenta responder, pero en el momento en que pone el punto final, le asaltan las dudas y empieza a advertir que su respuesta es temporal y en ningún caso satisfactoria. Entonces prueba otra vez y otra vez, para que a las sucesivas muestras de su insatisfacción consigo mismo los historiadores de la literatura las sujeten con un clip enorme para denominarlas &#8220;La Obra&#8221;.</p>
<p>A veces fantaseo con situaciones inverosímiles. Me imagino, por ejemplo, en mi osadía, que tengo la oportunidad platicar con Eclesiastés, autor de un lamento estremecedor sobre la vanidad de todas las empresas humanas. Me habría inclinado muy hondamente ante él, ya que es -por lo menos para mí- uno de los poetas más importantes. Pero luego lo habría cogido de la mano: &#8220;Nada hay nuevo bajo el sol&#8221;, has escrito, Eclesiastés. Sin embargo, Tú mismo has nacido nuevo bajo el sol. Y el poema que has creado también es nuevo bajo el sol, ya que antes de Ti nadie lo había escrito. Y nuevos bajo el sol son tus lectores, puesto que los que vivieron antes que Tú no te podían leer. Y el ciprés, en cuya sombra te sentaste, no crece aquí desde el principio del mundo. Le dio origen otro ciprés, semejante al tuyo, pero no en todo igual. Y además te quisiera preguntar, Eclesiastés, ¿qué desearías escribir, ahora, de nuevo bajo el sol? ¿Algo con qué completar tus ideas, o tal vez tienes la tentación de negar algunas de ellas? En tu poema anterior concebiste también la alegría, y ¿qué hay del hecho de que resulte ser tan pasajera? ¿Tal vez sobre ella va a tratar tu nuevo poema bajo el sol? ¿Tienes ya algunos apuntes o primeros esbozos? Pues no dirás &#8220;ya he escrito todo, no tengo nada que añadir&#8221;. Esto no lo puede decir ningún poeta, y mucho menos uno tan grande como Tú.</p>
<p>El mundo, a pesar de cualquier cosa que podamos pensar sobre él, espantados por su inmensidad y nuestra impotencia ante él, amargados por su indiferencia frente a los sufrimientos particulares de la gente, de los animales y tal vez de las plantas -ya que ¿de dónde proviene la certeza de que las plantas están libres de sufrimientos?-; a pesar de cualquier cosa que pensemos sobre sus espacios atravesados por la radiación de las estrellas, alrededor de las cuales se empieza a descubrir algunos planetas -¿ya muertos?, ¿todavía muertos?, no se sabe-; a pesar de cualquier cosa que pensáramos sobre este teatro inmenso, para el cual tenemos un billete de entrada pero su vigencia es ridículamente corta, limitada por dos fechas decisivas; a pesar de no sé qué cosa más que pudiéramos pensar sobre este mundo: es asombroso.</p>
<p>Pero en la expresión &#8220;asombroso&#8221; se esconde una trampa lógica. Nos causa asombro lo que sobresale de la norma conocida y comúnmente aceptada, de una obviedad a la cual estamos acostumbrados. Pues bien, un mundo así, obvio, no existe. Nuestro asombro es autónomo y no procede de ninguna comparación de ningún tipo.</p>
<p>De acuerdo, en el habla cotidiana, la cual no recapacita sobre cada palabra, usamos expresiones como &#8220;la vida común&#8221;, &#8220;los acontecimientos comunes&#8221;&#8230; Sin embargo, en la lengua de la poesía, donde se pesa cada palabra, ya nada es común. Ninguna piedra y ninguna nube sobre esa piedra. Ningún día y ninguna noche que le suceda. Y sobre todo, ninguna existencia particular en este mundo.</p>
<p>Todo indica que los poetas tendrán siempre mucho trabajo.</p>
<p>© The Nobel Foundation<br />
Traducción: Krystyna Libura y Arturo Viveros .</p>
</div>
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		<title>Projeto Música para Todos</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 22:52:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Lavich Goldschmidt</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Projeto Música para Todos, aprovado na Lei Rouanet e idealizado pelo jornalista e produtor cultural Christian Lavich Goldschmidt, busca apoio para a realização de 24 concertos de música clássica, contemplando 4.320 alunos de 48 escolas da rede pública escolar de Porto Alegre e região metropolitana. A programação, elaborada com o que há de mais alegre nas composições eruditas, ficou sob [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=christianlgoldschmidt.wordpress.com&amp;blog=2286110&amp;post=555&amp;subd=christianlgoldschmidt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<div id="yui_3_2_0_5_1312582685035261">
<p>O Projeto Música para Todos, aprovado na Lei Rouanet e idealizado pelo jornalista e produtor cultural Christian Lavich Goldschmidt, busca apoio para a realização de 24 concertos de música clássica, contemplando 4.320 alunos de 48 escolas da rede pública escolar de Porto Alegre e região metropolitana. A programação, elaborada com o que há de mais alegre nas composições eruditas, ficou sob responsabilidade do Quarteto de Cordas Sonetti, composto por Silvane Guerra (violino), Cleci Guerra (violino), Rodrigo Alquati (violoncelo) e Tiago Neske (viola), músicos da OSPA e da Orquestra da ULBRA. O projeto contempla ainda a distribuição de uma cartilha didática ilustrada, com informações sobre os instrumentos, repertório, biografia e curiosidades sobre os compositores, sua época e importância naquele contexto histórico e social. As apresentações acontecerão no auditório Barbosa Lessa do Centro Cultural Érico Veríssimo, e o investidor, pessoa jurídica, obtém 100% de isenção do valor investido, limitado a 4% do Imposto de Renda a recolher. Informações e contatos <a href="mailto:c_lavich@yahoo.com.br" target="_blank">c_lavich@yahoo.com.br</a></p>
</div>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/christianlgoldschmidt.wordpress.com/555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/christianlgoldschmidt.wordpress.com/555/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/christianlgoldschmidt.wordpress.com/555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/christianlgoldschmidt.wordpress.com/555/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/christianlgoldschmidt.wordpress.com/555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/christianlgoldschmidt.wordpress.com/555/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/christianlgoldschmidt.wordpress.com/555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/christianlgoldschmidt.wordpress.com/555/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/christianlgoldschmidt.wordpress.com/555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/christianlgoldschmidt.wordpress.com/555/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/christianlgoldschmidt.wordpress.com/555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/christianlgoldschmidt.wordpress.com/555/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/christianlgoldschmidt.wordpress.com/555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/christianlgoldschmidt.wordpress.com/555/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=christianlgoldschmidt.wordpress.com&amp;blog=2286110&amp;post=555&amp;subd=christianlgoldschmidt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Britto Velho</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jun 2011 19:47:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Lavich Goldschmidt</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Obra de Britto Velho &#8211; Sem título, 2008 &#8211; Acrílica sobre tela, 80 cm x 120 cm A efervescência cultural de Porto Alegre não nos possibilita ficar acomodados. Se pudéssemos, toda semana colocaríamos na agenda um compromisso com as artes. Isso tudo é reflexo da qualidade e do reconhecimento de nossos artistas. Somos privilegiados com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=christianlgoldschmidt.wordpress.com&amp;blog=2286110&amp;post=550&amp;subd=christianlgoldschmidt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://christianlgoldschmidt.files.wordpress.com/2011/06/dsc_0005.jpg"><img class="size-medium wp-image-551" title="DSC_0005" src="http://christianlgoldschmidt.files.wordpress.com/2011/06/dsc_0005.jpg?w=300&#038;h=203" alt="" width="300" height="203" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Obra de Britto Velho &#8211; Sem título, 2008 &#8211; Acrílica sobre tela, 80 cm x 120 cm</dd>
</dl>
<div style="text-align:left;">A efervescência cultural de Porto Alegre não nos possibilita ficar acomodados. Se pudéssemos, toda semana colocaríamos na agenda um compromisso com as artes. Isso tudo é reflexo da qualidade e do reconhecimento de nossos artistas. Somos privilegiados com a diversidade de linguagens e manifestações. Nas artes cênicas, temos a Casa de Teatro e o TEPA que formam profissionais qualificados e transformam seus espaços em ambientes de variadas intervenções artísticas &#8211; só para citar dois exemplos.  Há outros, com certeza. Nas artes visuais, não é diferente. Como se não bastassem os grandes centros expositivos, espaços de menor tamanho, mas não de menos importância, têm se destacado pela programação que oferecem, caso da Galeria Fita Tape, na Avenida José Bonifácio e da Galeria La Photo, na Travessa La Paz.</div>
<div style="text-align:left;">Com curadoria de Paula Ramos, a Galeria La Photo inaugurou recentemente a nova exposição de Britto Velho, oportunidade em que também foi lançado um livro-catálogo. A obra traz um interessante texto de apresentação assinado pela curadora, a reprodução das 28 telas que compõem a exposição, e uma cronologia do artista. Em seu texto, Paula Ramos diz que “Como obra aberta que é, a poética de Britto Velho admite múltiplas e antagônicas interpretações, e talvez seja isso que a torne especialmente fascinante.” O artista plástico Ênio Monteiro, que esteve comigo na vernissage, compartilhou seu conhecimento para que eu pudesse fazer uma leitura das telas com minhas próprias observações e percepções. Obviamente, quem o conhece, sabe que Brito Velho é um artista veterano e que sua estética consolidada é facilmente reconhecida pelo público. As obras, que permeiam pela linguagem da pintura e desenho, impressionam pelas formas orgânicas, cores fortes e vivas, pela significativa presença de faces, desconstruções corpóreas humanas e de animais. Personagens que têm importância por si só, não existem cenários, nem fundos trabalhados que os abrigue. Todos os elementos se encontram de maneira chapada, sem luz e sombra, e sem profundidades.  Por trás da atrativa, colorida e aparente docilidade, remetentes a uma imagética infantil, percebe-se uma força inquietante e surreal. Sobre seu processo criativo, Paula Ramos observa que o artista, curiosamente, aciona uma dupla concentração: atenta à feitura meticulosa do trabalho e, ao mesmo tempo, aos íntimos movimentos a sua volta. Absorto e silencioso, com a respiração mínima necessária, incorpora estilhaços do cotidiano ao pensamento e à fantasia. Em entrevista concedida à jornalista Suzana Sondermann Espíndola, em 1985, Britto Velho disse: “[...] Sou tão pouco racional que, em alguns casos, o quadro toma a batuta e passa a reger sua própria sinfonia, alterando cores que definira no projeto original, sugerindo novas formas e soluções”.</div>
<div style="text-align:left;">
<div><strong>Artigo publicado no Correio do Povo, de Porto Alegre, edição do dia 30 de junho de 2011.</strong></div>
</div>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/christianlgoldschmidt.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/christianlgoldschmidt.wordpress.com/550/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/christianlgoldschmidt.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/christianlgoldschmidt.wordpress.com/550/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/christianlgoldschmidt.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/christianlgoldschmidt.wordpress.com/550/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/christianlgoldschmidt.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/christianlgoldschmidt.wordpress.com/550/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/christianlgoldschmidt.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/christianlgoldschmidt.wordpress.com/550/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/christianlgoldschmidt.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/christianlgoldschmidt.wordpress.com/550/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/christianlgoldschmidt.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/christianlgoldschmidt.wordpress.com/550/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=christianlgoldschmidt.wordpress.com&amp;blog=2286110&amp;post=550&amp;subd=christianlgoldschmidt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Criação e percepção nas artes visuais</title>
		<link>http://christianlgoldschmidt.wordpress.com/2011/06/04/criacao-e-percepcao-nas-artes-visuais-2/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Jun 2011 19:33:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Lavich Goldschmidt</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agora Ágora &#8211; Criação e trangressão em rede, no Santander Cultural. Photo by Walter Karwatzki. Sou um atento observador. Gosto mais de ouvir que falar. Percebo tudo o que está em minha volta, e a maneira que encontrei para expressar-me foi a escrita. Valho-me também de algumas linguagens artísticas. Não sou de tecer grandes comentários [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=christianlgoldschmidt.wordpress.com&amp;blog=2286110&amp;post=541&amp;subd=christianlgoldschmidt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://christianlgoldschmidt.files.wordpress.com/2011/06/agora-c3a1gora-photo-by-walter-karwatzki1.jpg"><img class="size-medium wp-image-542" title="Agora Ágora - photo by walter karwatzki" src="http://christianlgoldschmidt.files.wordpress.com/2011/06/agora-c3a1gora-photo-by-walter-karwatzki1.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Agora Ágora &#8211; Criação e trangressão em rede, no Santander Cultural. Photo by Walter Karwatzki.</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<p style="text-align:left;">Sou um atento observador. Gosto mais de ouvir que falar. Percebo tudo o que está em minha volta, e a maneira que encontrei para expressar-me foi a escrita. Valho-me também de algumas linguagens artísticas. Não sou de tecer grandes comentários e estabelecer longos diálogos com quem não conheço, ou quando não domino um assunto. No entanto, quando percebo uma boa história, um bom exemplo, um fato ou acontecimento relevante, penso logo na possibilidade de transformar o desconhecido, tornando-o público. Nestas oportunidades, a regra do silêncio é quebrada. Falar se torna imprescindível quando descobrimos que não há respostas sem perguntas.</p>
<p style="text-align:left;">Conversei com algumas pessoas na recente inauguração da exposição Agora Ágora - criação e transgressão em rede, no Santander Cultural. Posteriormente troquei impressões com outras que lá estavam. André Venzon, artista plástico e diretor do Museu de Arte Contemporânea (MAC-RS) falou-me de suas percepções. Gostou da tentativa de se oferecer uma exposição de artes visuais contemporânea em um dos espaços culturais da cidade mais vocacionados para isto, destacando a proposta de se trabalhar com o conceito de rede em todos os níveis, desde o projeto curatorial, na relação das obras entre si e o público, até a plataforma da mostra na web. Como eu, Venzon não conhece a maioria dos artistas, o que considera enriquecedor. Conhece, admira e aprecia os trabalhos de Ana Holk, Caio Reisewitz (com quem já expôs, inclusive), Frantz, Rômulo Conceição e Saint Clair Cemin. O trabalho da Ana Holk ele viu na última SP Arte, em São Paulo, e considera que talvez seja o que melhor representa o conceito da mostra curada por Angélica de Morais. A obra Super Cinema, de Rômulo, supera o próprio projeto curatorial, e, a seu ver, está além de tudo que o artista já apresentou em qualidade e inovação. Já o trabalho do Frantz não foi valorizado na sua apresentação, restando muito acadêmico, justamente o contrário da sua pesquisa visual. Algumas obras ficaram comprometidas pela disposição curatorial, entre elas a de Saint Clair Cemin.</p>
<p style="text-align:left;">Numa exposição, cada visitante tem diante de si o desafio de perceber a obra de arte, mais ou menos, conforme sua capacidade cognitiva ou sensibilidade. Para dialogar com as obras, enquanto artista, André sugere que o público observe com atenção o espaço que elas ocupam, suas formas, que leiam os textos curatoriais e as fichas técnicas das obras (etiquetas), conversem com os mediadores e consultem o catálogo ou material pedagógico, quando houver. A partir destas informações se permita pensar, antes de julgar se gosta ou não gosta.  Como dizia Duchamp, o importante não é se uma arte é boa, ruim, ou indiferente, o que importa é se ela nos emociona, nos deixa felizes, ou até mesmo tristes.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://christianlgoldschmidt.files.wordpress.com/2011/06/obras-de-frantz-photo-by-walter-karwatzki1.jpg"><img class="size-medium wp-image-543" title="obras de Frantz, photo by walter karwatzki" src="http://christianlgoldschmidt.files.wordpress.com/2011/06/obras-de-frantz-photo-by-walter-karwatzki1.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Telas do artista Frantz. Photo by Walter Karwatzki.</dd>
</dl>
</div>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:left;"><strong>Artigo publicado no Correio do Povo, de Porto Alegre, edição do dia 08 de junho de 2011.</strong></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/christianlgoldschmidt.wordpress.com/541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/christianlgoldschmidt.wordpress.com/541/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/christianlgoldschmidt.wordpress.com/541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/christianlgoldschmidt.wordpress.com/541/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/christianlgoldschmidt.wordpress.com/541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/christianlgoldschmidt.wordpress.com/541/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/christianlgoldschmidt.wordpress.com/541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/christianlgoldschmidt.wordpress.com/541/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/christianlgoldschmidt.wordpress.com/541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/christianlgoldschmidt.wordpress.com/541/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/christianlgoldschmidt.wordpress.com/541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/christianlgoldschmidt.wordpress.com/541/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/christianlgoldschmidt.wordpress.com/541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/christianlgoldschmidt.wordpress.com/541/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=christianlgoldschmidt.wordpress.com&amp;blog=2286110&amp;post=541&amp;subd=christianlgoldschmidt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Conexões Audiovisuais</title>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 02:17:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian Lavich Goldschmidt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[O jornalista e produtor cultural Christian Lavich Goldschmidt idealizou a proposta de parceria entre a Livraria Cultura de Porto Alegre e a Okna Produções que resultou no Ciclo Conexões Audiovisuais, série de encontros mensais sobre cinema e produção audiovisual que acontecerão no auditório da Livraria Cultura nas tardes do último sábado de cada mês, até novembro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=christianlgoldschmidt.wordpress.com&amp;blog=2286110&amp;post=533&amp;subd=christianlgoldschmidt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O jornalista e produtor cultural Christian Lavich Goldschmidt idealizou a proposta de parceria entre a Livraria Cultura de Porto Alegre e a Okna Produções que resultou no Ciclo Conexões Audiovisuais, série de encontros mensais sobre cinema e produção audiovisual que acontecerão no auditório da Livraria Cultura nas tardes do último sábado de cada mês, até novembro deste ano. A programação do Conexões Audiovisuais é elaborada pela equipe de produção da Okna, e o primeiro encontro, que teve como tema “Aprendendo a fazer cinema na Universidade”, aconteceu neste sábado, dia 28, com o auditório lotado. O debate teve como foco o papel que a universidade tem na formação de profissionais para o cinema e nos impactos dessa nova mão-de-obra no mercado. Participaram da atividade o professor do curso de graduação em Produção Audiovisual da PUCRS, coordenador João Guilherme Barone; e Guilherme Castro, professor da disciplina de documentário da UNISINOS, além de estudantes de cinema de ambas as Universidades. A atividade é aberta ao público e sempre com entrada gratuita. A programação poderá ser obtida nos sites da Okna Produções e da Livraria Cultura.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/christianlgoldschmidt.wordpress.com/533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/christianlgoldschmidt.wordpress.com/533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/christianlgoldschmidt.wordpress.com/533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/christianlgoldschmidt.wordpress.com/533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/christianlgoldschmidt.wordpress.com/533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/christianlgoldschmidt.wordpress.com/533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/christianlgoldschmidt.wordpress.com/533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/christianlgoldschmidt.wordpress.com/533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/christianlgoldschmidt.wordpress.com/533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/christianlgoldschmidt.wordpress.com/533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/christianlgoldschmidt.wordpress.com/533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/christianlgoldschmidt.wordpress.com/533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/christianlgoldschmidt.wordpress.com/533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/christianlgoldschmidt.wordpress.com/533/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=christianlgoldschmidt.wordpress.com&amp;blog=2286110&amp;post=533&amp;subd=christianlgoldschmidt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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